Bem Vindo(a), Welcome

Seja bem vindo ao meu blog! Bem, apesar de ser um blog público, aqui é um lugar bem íntimo, onde eu escrevo tudo(ou quase tudo) que passa por essa minha cabeça de vento. Espero que goste do conteúdo e boa sorte!!! kkk

YOU'RE NOBODY 'TILL SOMEBODY LOVES YOU!

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

ENSAIO SOBRE UMA DOR


Eu não sei como te dizer isso, mas, de início, queria te falar que não foi fácil. Tentei por tanto tempo te arrancar de mim, te combater como quem combate uma doença. Remédios e remédios não eram suficientes. Te gritava tentando fazer com que aquele sentimento saísse pela minha garganta, no entanto continuava doendo. Era esse aperto no peito e essa dor que me queimava a alma. Não sabia como um sentimento que sempre me fez tão bem, que me acalmou por tantos meses, posteriormente me machucaria tanto. Tentei me transformar em uma máquina, fiz um cronograma para te esquecer e quando o prazo acabou eu te arranquei de mim, te arranquei como quem arranca a casca de uma ferida que ainda não sarou. Meu coração ficou cruelmente exposto a um ambiente frio, cheio de espinhos — assim é o mundo! Mesmo coisas simples me feriam profundamente por eu ter o coração em carne vida, ainda sangrando. Acreditava que tal ferida nunca cicatrizaria. Os remédios que tentei usar só infeccionaram um machucado que já latejava demasiadamente. Como curar esse ferimento senão com você? Eu sozinho não consigo... Ou pelo menos não conseguia. Bem, acho que consegui. Obrigado por me mostrar uma das maiores dores que já senti até hoje. Hoje estou preparado para outra. 
Se bem que isso me custou muito caro. Quando voltei para mim eu não sabia mais como ser meu depois de tanto tempo sendo só teu. Te amar não foi simplesmente uma experiência, foi um estilo de vida. Eu te plantei no meu coração como quem planta uma sequoia. Te coloquei no mais profundo de mim para que enraizasse e ficasse em mim para sempre. Te reguei a cada dia com carinho e atenção. Atenção essa que nunca tinha sequer dado a mim mesmo. Te amei com o sentimento mais puro que poderia existir. Te dizer “eu te amo” era eufemismo e “eu te sou” não chegaria a ser hipérbole. Te amei com o máximo da minha ingenuidade. Apagar nossas fotos foi como enfiar navalhas afiadíssimas no meu peito. Deixar de escutar musicas que, até então, eu considerava como nossas foi como fazer jejum. Pensar em você era como um alimento que eu precisava a cada dia para me sentir completo. Longos foram os dias que eu não ousei ouvir “Grace Kelly” do Mika, que me lembra que eu poderia me moldar a você desde que você gostasse de mim. Muito menos “Tu vas me manquer” do Maître Gims cantando a minha saudade que já não cabia no meu peito e que por ser tão grande me escapava pelos olhos. Era impossível conter as lágrimas, não por tristeza, mas por imensa saudade tua. Quando ouvia essas musicas era como sentir teu beijo, ouvir tua respiração, sentir tua mão apertando minhas orelhas que frequentemente estavam frias como gelo. Eu não queria mais isso! Não só por um momento! Não aceitaria esse carinho se não fosse por uma vida inteira. Ainda esperava, nos primeiros dias, uma mensagem. Tinha certeza que de repente apareceria você me dizendo “eu ainda gosto de você! Não sei o que aconteceu, me abraça e fica comigo”. Ou achava que ia aparecer uma daquelas mensagens que nós sempre mandávamos um para o outro mostrando o ritmo do nosso coração. Aliás, minha arritmia cardíaca voltou. 
Mas não quero falar disso, quero te dizer que juntei todos os presentes e os queimei. Aquelas chamas queimavam não apenas os CDs e o hand-spinner que me mostrava a frase “I love you” enquanto derretia em meio ao fogo. Derretia como derreteu meu coração ao ouvir que o futuro comigo era incerto. Mas a maior dor foi queimar o quebra-cabeças com o qual te pedi em namoro no dia 01 de Agosto de 2016 — te confesso que perdi 3kg depois que o fiz. Aquilo era parte de mim, na verdade, parte de nós, um “nós” que não mais existia.
Te escrevo essas palavras não porque não te amo mais, mas porque já sofri por ti tudo que eu tinha que sofrer. Não me curei de você, mas dia-a-dia eu tomo meu remédio anti-você antes de dormir. Quando esqueço, eu o tomo de manhã e me apercebo de que na verdade não queria tomá-lo, minha maior vontade é ficar pensando e refletindo no que poderíamos ter sido, no que isso poderia ter se tornado. Mas FODA-SE futuro do pretérito! Me deixe cuidar do meu presente para garantir meu futuro que, apesar de incerto, é onde eu posso colocar minhas expectativas.

sábado, 6 de janeiro de 2018

TCC EM POEMA


Eu tento respirar,
Eu tento escrever,
E todos só me falam,
Cadê o TCC?

Já foram 4 temas,
4 introduções,
E sempre me perguntam,
Cadê as conclusões?

“Essa semana eu termino”,
Esse virou meu lema,
Queria mesmo que pudesse,
Ter TCC em poema.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018


Hoje eu acordei com uma vontade de estar em Atenas, de comprar um quilo de morango naquela feira de rua ao lado do Acrópole e ir comendo cada morando lentamente(eu fico me perguntando porque eles são tão doces)... Ainda bem que mais cedo eu passei numa iogurteria e comprei 3 potes de iogurte grego sem sabor, está combinando perfeitamente com esses morangos, mas vou parar de comer e começar a andar porque hoje o dia vai ser longo. 
Já estou subindo no Acrópole. Que vento gostoso, frio. Esse vento me lembra dos dias de friagem lá em Caapiranga, que saudade da minha terra. Finalmente cheguei ao topo, Pártenon na minha frente, meus olhos estão embaçados, haha, é sempre emocionante estar aqui, ainda mais nesse dia, estava bem nublado até ainda há pouco, agora o sol timidamente aparece, só pra mostrar que ele existe. Olho as pessoas ao meu redor, quanta gente feliz reunida, acho que pertenço a este lugar, pelo menos nesse momento, eu sempre disse que pertenço aos sorrisos mesmo. 
Acabei de sentar em um banco, coloquei meus morangos e meus dois potes de iogurte intactos, hora de comer mais um pouco. Uma garotinha estava me olhando, ofereci um morango a ela, ela sorriu e aceitou, pediu um iogurte, tudo bem, não ia conseguir comer todos mesmo. Aqueles olhos azuis brilhando de felicidade só me fazem pensar o quanto a felicidade é barata. Imagine só que com 2 euros eu consegui fazer aquela garotinha sorrir. Seus pais ficaram envergonhados por ela ter pedido o iogurte, esses adultos são muito bestas mesmo... 
Caminhei mais um pouco e olha, já são 4 da tarde, nem percebi o dia passar, o sol ficou mais forte agora, achei uma pedra que estava brilhando no chão, vai ser minha pedrinha da sorte a partir de hoje. Vejam só que um pássaro acabou de pousar bem na minha frente, é loucura minha ou ele está sorrindo? Ok, vou dar um morango a ele também. Vou me chamar “O distribuidor de morangos da felicidade”. Acho que aquela pedrinha da sorte já começou a funcionar. As nuvens voltaram, mas dessa vez mais escuras, acho que vai chover, se ficar mais frio eu vou ter que voltar para o hotel. Pedrinha da sorte, porque esses chuviscos? Começou a chuviscar, mas tudo ficou mais lindo, quanta felicidade estou sentindo agora... No meio desses pingos frios da chuva está caindo um pingo quente no meu braço, ué, eu estou chorando? Acho que é muita felicidade, está vazando felicidade PELOS MEUS OLHOS!?. De qualquer forma está frio, vou ter que voltar para o hotel. Olha, o pai da menina do iogurte ainda está aqui, ele está vindo na minha direção. 
Hahaha, ele disse que tinha dois casacos de chuva, me ofereceu um, já que presumiu que eu estava com frio. É o que eu digo: O bem que nós fazemos sempre volta pra nós! Não tive palavras pra agradecê-lo. “Σας ευχαριστώ” ainda bem que lembrei que é assim o obrigado em grego, haha, acho que estou pegando o jeito com isso. Finalmente estou bem aquecido, olhando daqui de cima a cidade já iluminada e ainda tenho 10 morangos, estou tão feliz que me pergunto se estou de fato vivo ou se isso é o céu.

sábado, 11 de novembro de 2017

SENSAÇÕES


Coração rouco,
Olhos vermelhos,
Dor inflamando,
Mil devaneios.

Braços vazios,
Lágrima quente,
Causa arrepio,
Nós sem a gente.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

OS DOIS CAMINHOS


Chegou a um ponto,
Que o caminho,
Que era sozinho,
Se duplicou,
E todos tinham,
Que decidir,
O rumo a seguir,
Dali então.
Mas não era,
Um simples arranjo,
Pois atrás das árvores,
Tinha um anjo,
E um demônio.
Que enfadonho,
O discutir
Pra onde ir?
Ali? eu não!

Chegou primeiro,
O duque rico,
Que disse logo,
Vou por aqui,
O anjo esperto,
Ficou quieto,
Mas disse não,
Seu caminho é ali!
Mas quem és tu? Pra dizer isso? (Duque para o anjo)
Sabe? Sou rico!
Tenho um milhão,
Olha minha mão,
São anéis de ouro,
Tenho tesouro,
E a salvação!
"Mas aqui não!" (Diz o anjo)
Venha cá, (o demônio para o duque)
Meu caro amigo,
Lugar de rico,
É por aqui!
Tu sabes bem,
Por onde ir!
Vem, tem champanhe, do lado daqui.

Na fila vinha,
A velha senhora,
Que sempre devota,
Nem hesitou,
Seguiu o caminho,
Que era de luz,
Procurar Jesus,
Mas o anjo chamou!
Quem és, velhinha?
Eu já te vi!
Lá na igreja,
É sim, eu vi!
Mas conte-me essa,
Do seu cachorro,
Fiquei sabendo,
Perdeu um olho,
Vem cá, não me diga,
Que o bateu de novo.
Nem fale nada, (demônio para velhinha)
Pobre velinha,
Cachorro foi feito,
É pra apanhar,
Mas venha cá,
Me siga aqui,
Que aquele caminho,
Não é pra ti!

Mais tarde chega,
O trabalhador,
Marido dedicado,
Pai sonhador,
Que sempre lia,
Para as crianças,
Tanta bondade,
De merecer o céu,
Mas és fiel? (Anjo para o trabalhador)
E essa Raquel?
Não é sua esposa?
A bela moça,
Não merece isso!
Não que eu julgue,
Tais feitos teus,
Mas disso não gosta,
O nosso deus.
É amigo, adeus, (demônio para o trabalhador)
É o que deves falar,
Para a salvação,
E pro altar.

A prostituta,
Veio em seguida,
Caminhava triste,
Meio perdida.
E o demônio,
Sujeito safo,
Logo disse pro anjo,
Sou o geógrafo da região,
Essa eu faço questão,
De acompanhar,
Pro lado de cá,
Mas como? Não! (Diz o anjo)
Essa mulher,
Foi sempre honesta,
Nunca roubou,
O céu contesta,
A alma dela.
Ó moça bela, (diz o anjo pra prostituta)
Vem por aqui!
Eu já te ensino,
Por onde ir,
Foi por amor,
Que trabalhou,
É trabalho honesto,
Não vou mentir.
É isso aí? (Diz o demônio)
É isso mesmo, (responde o anjo)
Ridículo moralista!
Tu que julgas,
Só pela vista,
Bicho nojento,
Tal julgamento,
É do teu mestre,
Nada que preste,
Vem do lado de lá,
É gente assim,
Que lá vai habitar.

Lá no céu,
Não entram julgadores,
Nem gente soberba,
Nem falsos pastores,
E é por isso,
Que tu não estais lá!
Vai pra tua casa!
Mas não vais descansar!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

MATEMÁTICA DO AMOR

                                                       
E ela, que sempre foi boa em matemática, acreditava que 1+1 era igual a 2. Acabou descobrindo que aquela equação tinha um 1 a mais. Aliás, 1, 2, 3, 4... Tinha números decimais com casas infinitas. O 1+1 virou 1+0. 0 de esperança, 0 de chance de dar certo de novo, 0 de vontade de tentar. Pensava que era muito melhor se contentar com um número imaginário. Pena que mesmo com aquele "i", a base real era sempre zero! Zero!! ZEROOOOOO!!! Um único e medíocre 0. Aquele 1+1 que deveria ser infinito, acabou encontrando uma subtração, na verdade, uma divisão insuperável. Aquilo que ela acreditava ser um número real, não passou de uma equação errada, mas que ela achou por bem encerrar mesmo ainda não sabendo o resultado. A matemática não foi tão exata, pelo menos não nisso. É o que dizem: a matemática do amor é de humanas.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

EM BUSCA DO MORNO

Comparar a uma chama seria eufemismo. Seu amor era um verdadeiro vulcão que se espalhava por suas entranhas, destruindo todo o resto para poder reinar ali. Não havia espaço para pensar ou questionar, portanto, começou destruindo os neurônios, afinal o vulcão era egoísta e queria tomar conta de tudo. Pena que esse fogo encontrou um cenário desconhecido, frio, um Alaska disfarçado de coração. Toda vez que tentava se aproximar sentia um esfriar, um morrer. Mas mesmo assim não desistiu, e até hoje acredita em um espaço comum, onde poderão encontrar um 'morno' propício para os dois.

CU DE PINGUIM

Quanta gente boa,
Quanta gente ruim,
Quanta gente sem graça,
Quantos "cu de pinguim". 

E essa gente existe, 
Tem por todo lugar, 
Essa gente que gosta, 
Mas não quer demonstrar. 

Mas que coisa feia, 
Coisa sem sentido, 
Gostar é coisa bonita, 
Pra falar ao ouvido. 

Também é coisa pra gritar, 
No meio da multidão, 
"Eu te amo" é bonito, 
Quando vem do coração. 

E não só "eu te amo", 
"Eu te gosto", também, 
"To com saudade" é preciso, 
E ouvir isso faz bem. 

Todo carinho é válido, 
Não diga que não, 
Carinho é bonito, 
Quando vem do coração.

E SE...

E se tudo acabasse num passe de mágica?
E se você nunca tivesse sido feliz?
E se a felicidade fosse uma grande farsa?
E se acreditássemos só porque alguém diz?

E se os sonhos fossem somente sonhados?
E se a verdade não tão verdadeira for?
E se acordássemos todos enganados?
E se o mundo fosse um espaço sem cor?

E se os amigos fossem embora?
E se a vida fosse uma ilusão?
E se você pensasse 'meu Deus, e agora?'
E se Deus te deixasse sem céu e sem chão?

E se não tivesse a quem recorrer?
E se o respirar fosse um contínuo perder?
E se a tristeza estivesse no crescer?
E se tudo fosse pautado no morrer?

POEMA DO SPC

Azul é o céu,
Amarelo é o sol,
Eu tenho um sonho:
Pagar a Bemol! 

Diria ainda,
Que o vento é fresco,
Será que é possível,
Pagar o Bradesco?

São tantas as contas,
Pra se arrepender,
Mas antes disso,
Vou quitar o BB.

Acho que longo,
Esse poema foi,
Mas termino logo,
Que eu pagar a Oi,

Se bem que esse fim,
Ao início remete,
Porque ainda,
Não paguei a NET.

E pra acabar,
Não falta mais nada,
A não ser uma coisa,
Sair do Serasa.